Primeiro texto, em antecipação, já nesta edição do Código Aberto. Tema: “Reenvio prejudicial e colaboração entre tribunais”, por Miguel Gorjão Henriques

O Boletim da Ordem vai inaugurar, a partir de setembro, uma nova rubrica na sua edição regular, dedicada integralmente a temáticas ligadas ao Direito Europeu. Este novo espaço surge da parceria com a APDE – Associação Portuguesa de Direito Europeu e visa descodificar o Direito da União Europeia (UE).

A primeira iniciativa desta colaboração com a APDE vai ser a publicação de um artigo de opinião, em cada edição do Boletim, a partir do mês de setembro, abordando temas ligados à aplicação jurisprudencial do Direito da UE, sobretudo por parte do Tribunal de Justiça da UE.

O objetivo da rubrica é, através de um texto de apresentação e análise num conjunto alargado e variado de temas, permitir aos Colegas obter um maior conhecimento em diversas áreas do Direito da UE, todas com imediato impacto na vida dos cidadãos e das empresas.

Entre muitos outros assuntos, a APDE identificou como prioritários tópicos de atualidade do Direito da UE, tais como: cooperação em matéria penal e civil, direito do trabalho, proteção de dados, direitos dos consumidores, concorrência, desporto, cidadania, emigração (Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça), princípios do primado, efetividade, reenvio prejudicial (colaboração entre tribunais), autonomia processual dos Estados  membros, cuidados de saúde, mercados digitais, responsabilidade civil, inteligência artificial, Estado de Direito e incumprimento do Direito da UE pelos Estados-Membros.

A lista concreta de temas dos primeiros textos desta rubrica é a seguinte:

 

Temas dos textos da rubrica “Direito Europeu: o Direito da UE descodificado”

1.         Reenvio prejudicial e colaboração entre tribunais

2.         Estado de Direito e independência judicial
3.         Direito penal da UE
4.         Proteção dos consumidores
5.         Incumprimento do direito da UE pelos Estados-Membros: meios de reação

6.         Princípio do primado (prevalência na aplicação)

7.         Direito dos mercados digitais

8.         Princípio da autonomia processual dos Estados membros
9.         Direito da proteção de dados
10.     Direito do trabalho e da segurança social
11.     Cidadania da União

12.     Direito da concorrência

 

Em paralelo, a parceria vai dar lugar a outro tipo de iniciativas, como a realização de seminários e ações de formação online, curtas e práticas (com a duração de até uma hora), sobre o tema de cada texto, a disponibilizar na plataforma de formação da Ordem dos Advogados – entre outras ações a anunciar em breve.

Com o Boletim de setembro (com data de edição a 07 de outubro), ficará disponível o segundo artigo, dedicado ao tema “A Diretiva relativa à luta contra a corrupção”, da autoria de Joana Amaral Rodrigues.

A APDE tem, desde a sua origem uma relação privilegiada, com a Ordem dos Advogados. Membro da FIDE, a APDE tem entre os seus objetivos estatutários a formação, divulgação e tratamento doutrinário dos mais diversos temas de direito da UE, não só através da participação regular e ininterrupta nos congressos bienais da FIDE, mas também com atividades culturais, dogmáticas e práticas ligadas ao direito da União Europeia e à sua aplicação, mormente em Portugal.

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