Em 100 anos de história, a Ordem teve apenas três mulheres como Bastonárias. A primeira, Mª de Jesus Serra Lopes, estreou o cargo no arranque dos anos 1990, tendo sido pioneira na introdução de uma visão moderna, equilibrada e inovadora da Ordem. Teve o desafio de pôr a Ordem a trabalhar perante um universo de novos desafios e oportunidades que se abria, com o Mercado Único Europeu, e é sob o seu mandato que se comemora, pela primeira vez, o Dia do Advogado.
Foi preciso esperar quase um quarto de século para a Ordem voltar a ter uma mulher à frente dos seus destinos. Elina Fraga, que assumiu o cargo em 2014, enfrentou os anos da Troika, marcados pelo novo Mapa Judiciário, mas teve ainda tempo para criar o Prémio Elina Guimarães, distinguindo personalidades e figuras femininas que se tenham destacado especificamente na defesa dos direitos das mulheres e na defesa da igualdade de género. Também pôs a Ordem no caminho do ‘digital’ inaugurando a sua presença nas redes sociais.
Por fim, Fernanda de Almeida Pinheiro teve de esperar menos que as suas antecessoras para ser escolhida para liderar a Ordem dos Advogados, num mandato marcado pela decisão do Governo de alterar o Estatuto da Ordem dos Advogados e a Lei dos Atos Próprios dos Advogados e Solicitadores, mudanças que combateu. Também batalhou por alterações ao regime de previdência da Advocacia e pela atualização dos honorários dos Advogados, no Apoio Judiciário, que tardava cerca de 20 anos.
Neste artigo, pode ficar a conhecer as biografias e percursos destas três mulheres, Advogadas e Bastonárias, e alguns destaques dos seus mandatos.








Outras realizações do seu mandato, em destaque, foram: