O Advogado mais antigo ainda em atividade que pertenceu ao Conselho Distrital de Évora

Neste espaço, pretende-se dar destaque às pessoas que fazem a Ordem funcionar, todos os dias, desde os elementos que constituem os seus vários órgãos, até aos funcionários e colaboradores. Esta rubrica também inclui os colegas que trabalham na rede de proximidade da Ordem, os seus Conselhos Regionais e Delegações.

Em destaque, nesta edição, (1949) Francisco José Cravo, o Advogado mais antigo ainda em atividade, exercendo em Moura, e que foi membro do, então Conselho Distrital de Évora – hoje Conselho Regional de Évora, onde se vai realizar, já em fevereiro, a próxima sessão descentralizada das comemorações do Centenário da Ordem dos Advogados.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1975), portador da Cédula Profissional 85 -E, fez o seu estágio no escritório do Dr. Lino Delgado, em Moura (de onde é natural), concluído em 1978, e passou a exercer a Advocacia, em prática isolada, de forma ininterrupta, desde esse mesmo ano, quando integrou a Sociedade de Advogados, Marques Bom, Veiga Gomes, Bessa Monteiro, Manuel Salema, Protásio (1981-1984).

Dando apoio jurídico a empresas e prestando Consulta jurídica, também foi Advogado em instituições como a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Guadiana Interior (1980), Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Aljustrel e Almodôvar (1991 ), Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (1980), Cruz Vermelha Portuguesa e nos Clubes Desportivos do Distrito de Beja, Moura Atlético Clube, Pias, F.C. Serpa, Desportivo, Despertar, Cuba, Vila Nova de S. Bento, Vidigueira.

Também foi o Advogado responsável pelo contencioso em várias autarquias como os município de Moura (1980), de Ferreira do Alentejo (1998), de Serpa, de Beja (2010), de Barrancos (2010), de Cuba, de Vidigueira, nas Juntas de Freguesia de Santo Agostinho, Peroguarda e Salvada e na Fundação Joaquim Honório Raposo e no Instituto Politécnico de Beja.

Na sua longa carreira, também foi coordenador do Curso de Solicitadoria do Instituto Politécnico de Beja (2013-2018), docente das Unidades Curriculares de Introdução ao Estudo do Direito, Teoria Geral, Obrigações, Processo Civil I e II, Sucessões e Inventário, Direitos Reais, no Instituto Politécnico de Beja, formador na EDIA (sobre o tema “Expropriações”), docente na Universidade Sénior de Moura e docente das disciplinas de Economia e Direito, na Escola Secundária de Moura (1973-1981).

Usou o seu conhecimento como membro do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (onde participou na elaboração de Acórdãos do âmbito do Direito Desportivo) e do Conselho de Justiça da Associação de Basquetebol de Évora.

Com uma atividade contenciosa intensa e abrangente – processos do foro cível, laboral, penal, administrativo, fiscal e contraordenacional, tratou  processos da área do Direito Civil (Direitos Reais, Direito de Família, Direito das Obrigações, Sucessões e Processo Civil) e foi presidente da Assembleia Geral do Lar de III Idade de Moura, da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moura, da Assembleia Geral do Núcleo de Moura do Sporting Clube de Portugal e da Assembleia Geral do Moura Atlético Clube, durante mais de 30 anos, sendo atleta sénior deste Clube de 1975 a 1987.

Em instituições ligadas à Advocacia, foi membro da Associação Portuguesa de Jovens Advogados (1980-1986), formador do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados, nas disciplinas de Deontologia e Processo Civil (2002-2007) onde chegou a vogal (2002-2007).

Patrono de mais de 20 Advogados estagiários, recebeu a Menção Honrosa do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados e a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados (ambas em 2013).

 

TESTEMUNHO, em discurso direto

Em reflexão sobre o tempo decorrido em que abracei a causa jurídica, foi sempre o espírito de servir, que me animou e esteve presente.

Nesse espírito de servir, ou como alguns referem, o de missão, inscreve-se o Conselho Distrital da Ordem dos Advogados.

Guardo em mim, como Advogado, os princípios de um ideal de justiça solidário e de retribuição, vivido intensamente, na defesa da terra, liberdade e fazenda dos que se me confiaram, enquanto Advogado comum.

 

 

 

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